Ao cair da noite surge teu sorriso e vagas são as lembranças que tenho de mim!
O que seria do medo sem ti?
O que seria de mim sem tua doce presença a consolar-me os sentidos?
Não nego que meu medo é bobo
Muito menos que te quero feitoum louco
Pobre alma que se perde com o tempo
Pobre de mim que a ti desejo como a um tormento!
E pobre destesentimento que me guarda até que venhas!!
Que servo fiel eu sou?
Um velho e fraco amante das palavras vãs
Que não merece o quanto a que te quer
Muito menos o pouco a que te tem
Que te nega
E que te dá!
Não por mim que nada sou
Mas sim pelo que tenho
Que é quase um nada tão grande quanto eu;
Que nada sou além de tudo o que nada tenho!
Magno Eugène
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