terça-feira, 27 de abril de 2010
Embriaguez da Lua
Seis da tarde o luscofúsco me desprende da morbidez do dia.
Em tons pastéis imagino teu sorriso, e,
Logo depois sou libertado por tua luz.
Oh Lua, minha deusa!
Como és bela em São Salvador!
Apaixonada pelo outono
Foi como da vez primeira
Com senha, esperando por teu sorriso.
Assim te vi,
E observei sem cessar!
Magno Eugène
sábado, 24 de abril de 2010
Ode à Lua
“Por onde anda a Lua morena dos olhos meus?”
Pelo singelo silêncio do até breve
Te vi perdida em pensamentos meus.
Tentei gritar, e por mais que conseguisse
Sei que não se prendem teus ouvidos,
Nem teus olhos,
Ao brado meu.
Sozinho enfim, assim fiquei.
E no vazio dos pensamentos ilusórios
Foges até dos meus próprios sonhos.
Os olhos então volvo para o céu
E procurando-te neste infinito
Alimento-me com a busca.
Minha mente devaga, logo desisto, já é tarde.
Volto á lucidez e, enfim percebo:
Não és Lua minha, outro céu tens que iluminar!
Falei de ti á mim
E com tais dizeres aliviei meu pranto,
E hoje, alegremente,
Olho para o céu e te imagino
Linda como da vez primeira:
Rosa branca, amarela, vermelha ou verde?
Não precisa ser rosa para ser;
Rosa bela como és!
Tanto faz se não te vejo,
Se não te tenho,
Se não me amas...
Não tens culpa pelo silêncio de teus braços.
Então me refaço
E, ao teu lado sigo.
Sofro apenas por saber: “Não ser eu,nem meus dizeres”
Por estar longe.
Por ter que um dia te esquecer: “Mesmo estando teu sorriso para sempre em mim”
E por fim: Longe de ti, passar dos anos. “E enfim morrer!”
Magno Eugène
Pelo singelo silêncio do até breve
Te vi perdida em pensamentos meus.
Tentei gritar, e por mais que conseguisse
Sei que não se prendem teus ouvidos,
Nem teus olhos,
Ao brado meu.
Sozinho enfim, assim fiquei.
E no vazio dos pensamentos ilusórios
Foges até dos meus próprios sonhos.
Os olhos então volvo para o céu
E procurando-te neste infinito
Alimento-me com a busca.
Minha mente devaga, logo desisto, já é tarde.
Volto á lucidez e, enfim percebo:
Não és Lua minha, outro céu tens que iluminar!
Falei de ti á mim
E com tais dizeres aliviei meu pranto,
E hoje, alegremente,
Olho para o céu e te imagino
Linda como da vez primeira:
Rosa branca, amarela, vermelha ou verde?
Não precisa ser rosa para ser;
Rosa bela como és!
Tanto faz se não te vejo,
Se não te tenho,
Se não me amas...
Não tens culpa pelo silêncio de teus braços.
Então me refaço
E, ao teu lado sigo.
Sofro apenas por saber: “Não ser eu,nem meus dizeres”
Por estar longe.
Por ter que um dia te esquecer: “Mesmo estando teu sorriso para sempre em mim”
E por fim: Longe de ti, passar dos anos. “E enfim morrer!”
Magno Eugène
Introspecção Adaptada
No silêncio das horas idas
Encontro o esquecimento.
E no murmúrio das que ainda virão
Deparo-me com a lei fundamental do universo:
A espera.
“Eis um pequeno fato”
Você não existiu, mas como de costume
Me consumiu.
Como pode ser então
Que se não existe consome?
CONSOME! E SOME!
Deixando a esmo todo meu penar.
Minha doce ilusão!
Alguma fantasia
E nenhum arependimento,
Eis o meu(teu) engano.
Pois nem sequer existimos.
E se existimos em nós, ou um no outro,
Não apreciamos o sê-lo.
"Um quase fato!"
Eis o momento da fadiga
Morre uma parte em mim
E espera esta reconstrução.
Mostrar-me-ei-devia-então-serenamente
Se não assim, tão sem fim
Evitando-te vais.
CONSOME! SOME!
É o que quer
Não mais duvido,
Deixas-te aqui
Entre sombrios escombros
Esta redenção desapropriada.
De Bárbara Milanez, Adaptado por Magno Eugène
Encontro o esquecimento.
E no murmúrio das que ainda virão
Deparo-me com a lei fundamental do universo:
A espera.
“Eis um pequeno fato”
Você não existiu, mas como de costume
Me consumiu.
Como pode ser então
Que se não existe consome?
CONSOME! E SOME!
Deixando a esmo todo meu penar.
Minha doce ilusão!
Alguma fantasia
E nenhum arependimento,
Eis o meu(teu) engano.
Pois nem sequer existimos.
E se existimos em nós, ou um no outro,
Não apreciamos o sê-lo.
"Um quase fato!"
Eis o momento da fadiga
Morre uma parte em mim
E espera esta reconstrução.
Mostrar-me-ei-devia-então-serenamente
Se não assim, tão sem fim
Evitando-te vais.
CONSOME! SOME!
É o que quer
Não mais duvido,
Deixas-te aqui
Entre sombrios escombros
Esta redenção desapropriada.
De Bárbara Milanez, Adaptado por Magno Eugène
Primeiro álbum de Robert Allen Zimmerman.
01. You're No Good
02. Talkin' New York
03. In My Time of Dyin'
04. Man of Constant Sorrow
05. Fixin' to Die
06. Pretty Peggy-O
07. Highway 51
08. Gospel Plow
09. Baby, Let Me Follow You Down
10. House of the Rising Sun
11. Freight Train Blues
12. Song to Woody
13. See That My Grave Is Kept Clean
Entitulado com o seu homônimo “ Bob Dylan” (Nome este que começou a usar logo após a sua primeira ida a capital de Minessota onde nasceu, Minneapolis. Dizem algumas biografias que seu nome artístico é homenagem ao poeta americano Dylan Thomas (1924-1953), mas certa vez, perguntado sobre isso, riu e disse que era o contrário: Dylan Thomas é que escolhera o nome em homenagem a ele, Bob.)
Começou se apresentar em 1959, apresentando em bares pela noite. matriculado então no curso de Artes da Universidade local, o então Judeu de família E, no dia 11 de Abril de 1961, foi então convidado para abrir o show do grande John Lee Hooker. (Nota-se que aos 20 anos de idade o “meninote mentiroso” chegara à um posto pleiteado por muitos: Fazer a abertura de um show de um dos maiores cantores de “Blues” , conta-se ainda que neste mesmo ano ele foi visitar Woody Guthrie, o maior nome do Folk norte-americano na época. Pois bem, logo após este show de 11 de abril, Dylan é procurado pelo produtor John Hammond para um contrato com a Columbia Records, contrato esse que lhe rendera o seu primeiro álbum. Foi imitando Woody Guthrie – no repertório, no estilo de tocar o violão, na forma de tocar a gaita, sempre presa a um suporte junto à boca, na voz anasalada, fanhosa, meio rouca. Das 13 músicas do LP Bob Dylan a maioria é puro folk, muitas delas tradicionais, de domínio público. Duas apenas são composições de Dylan: uma, um talking blue, mais falada do que cantada, bem ao estilo de Guthrie, “Talkin’ New York”; e outra, “Song to Woody”, uma declaração de amor e respeito a seu mestre e ídolo. Fracasso total, apenas 5,000 cópias vendidas. Mas para Dylan isto era apenas o começo! Este diosco foi gravado em estúdio, usando apenas dois microfones (um para o violão, outro para a gaita e o vocal), lançado em março do ano seguinte. Com um repertório que o jovem cantor e compositor costumava apresentar em cafés, o disco vendeu menos de cinco mil cópias, e Dylan chegou a ser chamado de "a mancada de Hammond".
Por Magno Eugène
sexta-feira, 23 de abril de 2010
O inimigo - de Charles Baudelaire
A mocidade foi-me um temporal bem triste,
Onde raro brilhou a luz d'um claro dia;
Tanta chuva caiu, que quase não existe
Uma flor no jardim da minha fantasia.
E agora, que alcancei o outono, alquebrantado,
Que paciente labor não preciso — ai de mim! —
Se quiser renovar o terreno encharcado,
Cheio de boqueirões, que é hoje o meu jardim!
E quem sabe se as flor's ideais que ora cubiço
Iriam encontrar no chão alagadiço
O preciso alimento ao seu desabrochar?
Corre o tempo veloz, num galope desfeito,
E a Dor, a ingente Dor, que nos corrói o peito,
Com nosso próprio sangue, a crescer, a medrar!
Onde raro brilhou a luz d'um claro dia;
Tanta chuva caiu, que quase não existe
Uma flor no jardim da minha fantasia.
E agora, que alcancei o outono, alquebrantado,
Que paciente labor não preciso — ai de mim! —
Se quiser renovar o terreno encharcado,
Cheio de boqueirões, que é hoje o meu jardim!
E quem sabe se as flor's ideais que ora cubiço
Iriam encontrar no chão alagadiço
O preciso alimento ao seu desabrochar?
Corre o tempo veloz, num galope desfeito,
E a Dor, a ingente Dor, que nos corrói o peito,
Com nosso próprio sangue, a crescer, a medrar!
Como diz o amigo: Da judiciosa certeza!
Falta-me tempo, - Isso é notório.
Passei mais uma noite sem sucesso tentando transformar planos falíveis, ingênuos e até certos pontos idiotas, em mais uma cartada exitante. Já não sei o que fazer dos dias em que se passam estes momentos. Chega até a parecer-me estranho desejar com tanta veemência uma garrafa de vinho, um pouco de música misturada com uma prosa fácil com os amigos. Que desejo misterioso é este de conhecer pessoas novas e reconhecer as velhas amizades, de saber coisas novas sobre os antigos e passear em novos ares? Absurso, e até certo ponto: Suspeito!
Ando lendo algo mais, reviro páginas intermináveis dia após dia, meus pensamentos se evadem como se não me pertencessem e fico aqui como a quem tudo destrói, - Doce vilão ébrio.
Tomo notas, escrevo nomes, e o receio da prisão me sufoca, preciso andar. De lado à outro e mesmo sem espaço, submeto-me à esta amarga canseira cotidiana regada pelo ócio de alguns pensamentos futéis e amiúdes. Então, passado algum tempo, recorto figuaras tentando montar recordações de um tempo que nem me recordo ou que nunca existiu em meu seio. Volto-me então para às idéias, - Os planos! Como são fáceis, apenas penso Ypiranga X Galícia, -Estou condenado, eis mais um fato!
Estralo os dedos em frente ao teclado do computador, e com uma dor puta, cometo o crime, - O sacrilégio está consumado!
Em dias quentes me sinto indisposto, e neles prefiro nem pensar, -Falta-me o ar. Sendo assim recolho-me da insensatez e deixo apenas livres os atos que não são meus. Observo-os como agem, o que falam, ou se são apenas pensamentos. Alguém será como eu? Alguém te convidou para ver Galícia e Ypiranga? Nisso tendeu-me esta rebeldia, - Era para me calar! Dias após pensar em vinho, música e amigos, me vi contigo, sem o "migo", apenas para sê-lo o inefável sem o ser.
Espero incansadamnte e dos amigos tendencionarei fazer parte.
Magno Eugène
Passei mais uma noite sem sucesso tentando transformar planos falíveis, ingênuos e até certos pontos idiotas, em mais uma cartada exitante. Já não sei o que fazer dos dias em que se passam estes momentos. Chega até a parecer-me estranho desejar com tanta veemência uma garrafa de vinho, um pouco de música misturada com uma prosa fácil com os amigos. Que desejo misterioso é este de conhecer pessoas novas e reconhecer as velhas amizades, de saber coisas novas sobre os antigos e passear em novos ares? Absurso, e até certo ponto: Suspeito!
Ando lendo algo mais, reviro páginas intermináveis dia após dia, meus pensamentos se evadem como se não me pertencessem e fico aqui como a quem tudo destrói, - Doce vilão ébrio.
Tomo notas, escrevo nomes, e o receio da prisão me sufoca, preciso andar. De lado à outro e mesmo sem espaço, submeto-me à esta amarga canseira cotidiana regada pelo ócio de alguns pensamentos futéis e amiúdes. Então, passado algum tempo, recorto figuaras tentando montar recordações de um tempo que nem me recordo ou que nunca existiu em meu seio. Volto-me então para às idéias, - Os planos! Como são fáceis, apenas penso Ypiranga X Galícia, -Estou condenado, eis mais um fato!
Estralo os dedos em frente ao teclado do computador, e com uma dor puta, cometo o crime, - O sacrilégio está consumado!
Em dias quentes me sinto indisposto, e neles prefiro nem pensar, -Falta-me o ar. Sendo assim recolho-me da insensatez e deixo apenas livres os atos que não são meus. Observo-os como agem, o que falam, ou se são apenas pensamentos. Alguém será como eu? Alguém te convidou para ver Galícia e Ypiranga? Nisso tendeu-me esta rebeldia, - Era para me calar! Dias após pensar em vinho, música e amigos, me vi contigo, sem o "migo", apenas para sê-lo o inefável sem o ser.
Espero incansadamnte e dos amigos tendencionarei fazer parte.
Magno Eugène
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