Serena
Precisarei descrever todos os meus atos para que me sinta livre.
Agonia, insônia e um pouco de receio pelos fatos que tardam. Que horas são? Acordei atento e pensei que algo tinha caído, pois o grito ecoou longamente pela sala desordenada - tomaram conta de minha cama, perdi meu ninho! Recostei-me no canto mais frio e cobrir-me o juízo com frases que não diziam nada além da louquidão do meu pensar. Assim seguiu a madrugada, horas a fio de sono inconstante e pensamentos incoerentes a mim mesmo, estou enlouquecendo.
Amanheceram-me para a perdidão, fiquei solto de lado á outro sem saber o que fazer e como é triste essa agonia. Onde estão meus amigos, fico a me perguntar. Tão melhor seria ser só, tão somente, sem desejo, sem espera, sem silêncio.
Agora canto ao pássaro cor de pavão. Entoou com voz serena aquilo que guardei em mim, tudo o que era belo, triste e sereno.
Assim espero esta nova noite.
“Em negras nuanças lúgubres e aziagas,
Vejo terribilíssimas adagas
Atravessando os ares bruscamente" (Lorca)
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Voltei
Esperem-me, ainda vivo. E desta nova carrego alguns desejos e mais alguns anseios. O universo fica ao lado, ou quem sabe, aqui mesmo. Volto cadente, pensante e pulsante, ao mesmo tempo.
Volto com novas, novidades. Conheci alguém "charme et simple", mas ainda tem medo, ela se esconde. Devo mostrá-la o meu lado?
- Desejo, mas (sempre haverá um mais), não posso.
Serei sereno, serenamente, sei que ela descobrirá o porque de sentir.
" Qual o sentido de viver?
O que fazer pra ser feliz?
Qual a razão de saber
o que o teu coração não diz?"
(Catedral)
Volto com novas, novidades. Conheci alguém "charme et simple", mas ainda tem medo, ela se esconde. Devo mostrá-la o meu lado?
- Desejo, mas (sempre haverá um mais), não posso.
Serei sereno, serenamente, sei que ela descobrirá o porque de sentir.
" Qual o sentido de viver?
O que fazer pra ser feliz?
Qual a razão de saber
o que o teu coração não diz?"
(Catedral)
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Convite à festa
Que os passos ecoem na casa ao lado é o que peço.
Que alguém traga algo para beber, pois estou com sede.
Que oucam tudo o que é imoral, que corrompam os ideais e façam novos, como novos também foram estes velhos valores.
Ainda resta salvação, não peço que espere, estamos longe de qualquer retorno ao seio da ignorância "cabida" que precisamos, mas alguns teimam ao ouvir os mesmos passos que eu.
O que dizer deste novo vazio que a carne suplanta em nossas idéias famigeradas, desfiguradas pelo tempo e ruidos alheios de alguma espécie que já fora humana por demasia.
Que alguém traga algo para beber, pois estou com sede.
Que oucam tudo o que é imoral, que corrompam os ideais e façam novos, como novos também foram estes velhos valores.
Ainda resta salvação, não peço que espere, estamos longe de qualquer retorno ao seio da ignorância "cabida" que precisamos, mas alguns teimam ao ouvir os mesmos passos que eu.
O que dizer deste novo vazio que a carne suplanta em nossas idéias famigeradas, desfiguradas pelo tempo e ruidos alheios de alguma espécie que já fora humana por demasia.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Embriaguez da Lua
Seis da tarde o luscofúsco me desprende da morbidez do dia.
Em tons pastéis imagino teu sorriso, e,
Logo depois sou libertado por tua luz.
Oh Lua, minha deusa!
Como és bela em São Salvador!
Apaixonada pelo outono
Foi como da vez primeira
Com senha, esperando por teu sorriso.
Assim te vi,
E observei sem cessar!
Magno Eugène
sábado, 24 de abril de 2010
Ode à Lua
“Por onde anda a Lua morena dos olhos meus?”
Pelo singelo silêncio do até breve
Te vi perdida em pensamentos meus.
Tentei gritar, e por mais que conseguisse
Sei que não se prendem teus ouvidos,
Nem teus olhos,
Ao brado meu.
Sozinho enfim, assim fiquei.
E no vazio dos pensamentos ilusórios
Foges até dos meus próprios sonhos.
Os olhos então volvo para o céu
E procurando-te neste infinito
Alimento-me com a busca.
Minha mente devaga, logo desisto, já é tarde.
Volto á lucidez e, enfim percebo:
Não és Lua minha, outro céu tens que iluminar!
Falei de ti á mim
E com tais dizeres aliviei meu pranto,
E hoje, alegremente,
Olho para o céu e te imagino
Linda como da vez primeira:
Rosa branca, amarela, vermelha ou verde?
Não precisa ser rosa para ser;
Rosa bela como és!
Tanto faz se não te vejo,
Se não te tenho,
Se não me amas...
Não tens culpa pelo silêncio de teus braços.
Então me refaço
E, ao teu lado sigo.
Sofro apenas por saber: “Não ser eu,nem meus dizeres”
Por estar longe.
Por ter que um dia te esquecer: “Mesmo estando teu sorriso para sempre em mim”
E por fim: Longe de ti, passar dos anos. “E enfim morrer!”
Magno Eugène
Pelo singelo silêncio do até breve
Te vi perdida em pensamentos meus.
Tentei gritar, e por mais que conseguisse
Sei que não se prendem teus ouvidos,
Nem teus olhos,
Ao brado meu.
Sozinho enfim, assim fiquei.
E no vazio dos pensamentos ilusórios
Foges até dos meus próprios sonhos.
Os olhos então volvo para o céu
E procurando-te neste infinito
Alimento-me com a busca.
Minha mente devaga, logo desisto, já é tarde.
Volto á lucidez e, enfim percebo:
Não és Lua minha, outro céu tens que iluminar!
Falei de ti á mim
E com tais dizeres aliviei meu pranto,
E hoje, alegremente,
Olho para o céu e te imagino
Linda como da vez primeira:
Rosa branca, amarela, vermelha ou verde?
Não precisa ser rosa para ser;
Rosa bela como és!
Tanto faz se não te vejo,
Se não te tenho,
Se não me amas...
Não tens culpa pelo silêncio de teus braços.
Então me refaço
E, ao teu lado sigo.
Sofro apenas por saber: “Não ser eu,nem meus dizeres”
Por estar longe.
Por ter que um dia te esquecer: “Mesmo estando teu sorriso para sempre em mim”
E por fim: Longe de ti, passar dos anos. “E enfim morrer!”
Magno Eugène
Introspecção Adaptada
No silêncio das horas idas
Encontro o esquecimento.
E no murmúrio das que ainda virão
Deparo-me com a lei fundamental do universo:
A espera.
“Eis um pequeno fato”
Você não existiu, mas como de costume
Me consumiu.
Como pode ser então
Que se não existe consome?
CONSOME! E SOME!
Deixando a esmo todo meu penar.
Minha doce ilusão!
Alguma fantasia
E nenhum arependimento,
Eis o meu(teu) engano.
Pois nem sequer existimos.
E se existimos em nós, ou um no outro,
Não apreciamos o sê-lo.
"Um quase fato!"
Eis o momento da fadiga
Morre uma parte em mim
E espera esta reconstrução.
Mostrar-me-ei-devia-então-serenamente
Se não assim, tão sem fim
Evitando-te vais.
CONSOME! SOME!
É o que quer
Não mais duvido,
Deixas-te aqui
Entre sombrios escombros
Esta redenção desapropriada.
De Bárbara Milanez, Adaptado por Magno Eugène
Encontro o esquecimento.
E no murmúrio das que ainda virão
Deparo-me com a lei fundamental do universo:
A espera.
“Eis um pequeno fato”
Você não existiu, mas como de costume
Me consumiu.
Como pode ser então
Que se não existe consome?
CONSOME! E SOME!
Deixando a esmo todo meu penar.
Minha doce ilusão!
Alguma fantasia
E nenhum arependimento,
Eis o meu(teu) engano.
Pois nem sequer existimos.
E se existimos em nós, ou um no outro,
Não apreciamos o sê-lo.
"Um quase fato!"
Eis o momento da fadiga
Morre uma parte em mim
E espera esta reconstrução.
Mostrar-me-ei-devia-então-serenamente
Se não assim, tão sem fim
Evitando-te vais.
CONSOME! SOME!
É o que quer
Não mais duvido,
Deixas-te aqui
Entre sombrios escombros
Esta redenção desapropriada.
De Bárbara Milanez, Adaptado por Magno Eugène
Primeiro álbum de Robert Allen Zimmerman.
01. You're No Good
02. Talkin' New York
03. In My Time of Dyin'
04. Man of Constant Sorrow
05. Fixin' to Die
06. Pretty Peggy-O
07. Highway 51
08. Gospel Plow
09. Baby, Let Me Follow You Down
10. House of the Rising Sun
11. Freight Train Blues
12. Song to Woody
13. See That My Grave Is Kept Clean
Entitulado com o seu homônimo “ Bob Dylan” (Nome este que começou a usar logo após a sua primeira ida a capital de Minessota onde nasceu, Minneapolis. Dizem algumas biografias que seu nome artístico é homenagem ao poeta americano Dylan Thomas (1924-1953), mas certa vez, perguntado sobre isso, riu e disse que era o contrário: Dylan Thomas é que escolhera o nome em homenagem a ele, Bob.)
Começou se apresentar em 1959, apresentando em bares pela noite. matriculado então no curso de Artes da Universidade local, o então Judeu de família E, no dia 11 de Abril de 1961, foi então convidado para abrir o show do grande John Lee Hooker. (Nota-se que aos 20 anos de idade o “meninote mentiroso” chegara à um posto pleiteado por muitos: Fazer a abertura de um show de um dos maiores cantores de “Blues” , conta-se ainda que neste mesmo ano ele foi visitar Woody Guthrie, o maior nome do Folk norte-americano na época. Pois bem, logo após este show de 11 de abril, Dylan é procurado pelo produtor John Hammond para um contrato com a Columbia Records, contrato esse que lhe rendera o seu primeiro álbum. Foi imitando Woody Guthrie – no repertório, no estilo de tocar o violão, na forma de tocar a gaita, sempre presa a um suporte junto à boca, na voz anasalada, fanhosa, meio rouca. Das 13 músicas do LP Bob Dylan a maioria é puro folk, muitas delas tradicionais, de domínio público. Duas apenas são composições de Dylan: uma, um talking blue, mais falada do que cantada, bem ao estilo de Guthrie, “Talkin’ New York”; e outra, “Song to Woody”, uma declaração de amor e respeito a seu mestre e ídolo. Fracasso total, apenas 5,000 cópias vendidas. Mas para Dylan isto era apenas o começo! Este diosco foi gravado em estúdio, usando apenas dois microfones (um para o violão, outro para a gaita e o vocal), lançado em março do ano seguinte. Com um repertório que o jovem cantor e compositor costumava apresentar em cafés, o disco vendeu menos de cinco mil cópias, e Dylan chegou a ser chamado de "a mancada de Hammond".
Por Magno Eugène
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