“Por onde anda a Lua morena dos olhos meus?”
Pelo singelo silêncio do até breve
Te vi perdida em pensamentos meus.
Tentei gritar, e por mais que conseguisse
Sei que não se prendem teus ouvidos,
Nem teus olhos,
Ao brado meu.
Sozinho enfim, assim fiquei.
E no vazio dos pensamentos ilusórios
Foges até dos meus próprios sonhos.
Os olhos então volvo para o céu
E procurando-te neste infinito
Alimento-me com a busca.
Minha mente devaga, logo desisto, já é tarde.
Volto á lucidez e, enfim percebo:
Não és Lua minha, outro céu tens que iluminar!
Falei de ti á mim
E com tais dizeres aliviei meu pranto,
E hoje, alegremente,
Olho para o céu e te imagino
Linda como da vez primeira:
Rosa branca, amarela, vermelha ou verde?
Não precisa ser rosa para ser;
Rosa bela como és!
Tanto faz se não te vejo,
Se não te tenho,
Se não me amas...
Não tens culpa pelo silêncio de teus braços.
Então me refaço
E, ao teu lado sigo.
Sofro apenas por saber: “Não ser eu,nem meus dizeres”
Por estar longe.
Por ter que um dia te esquecer: “Mesmo estando teu sorriso para sempre em mim”
E por fim: Longe de ti, passar dos anos. “E enfim morrer!”
Magno Eugène
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário