No silêncio das horas idas
Encontro o esquecimento.
E no murmúrio das que ainda virão
Deparo-me com a lei fundamental do universo:
A espera.
“Eis um pequeno fato”
Você não existiu, mas como de costume
Me consumiu.
Como pode ser então
Que se não existe consome?
CONSOME! E SOME!
Deixando a esmo todo meu penar.
Minha doce ilusão!
Alguma fantasia
E nenhum arependimento,
Eis o meu(teu) engano.
Pois nem sequer existimos.
E se existimos em nós, ou um no outro,
Não apreciamos o sê-lo.
"Um quase fato!"
Eis o momento da fadiga
Morre uma parte em mim
E espera esta reconstrução.
Mostrar-me-ei-devia-então-serenamente
Se não assim, tão sem fim
Evitando-te vais.
CONSOME! SOME!
É o que quer
Não mais duvido,
Deixas-te aqui
Entre sombrios escombros
Esta redenção desapropriada.
De Bárbara Milanez, Adaptado por Magno Eugène
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário